Pois pois...
O "Uma página da minha vida!" acaba aqui... Quero dizer... Mais ou menos. Vou só mudar de lar!
Os posts já estão todos mudados e a partir de agora espero ser mais constante na minha escrita.
A partir de agora o lugar do "Uma página da minha vida!" é:
http://umapaginadaminhavida.blogs.sapo.pt/
E ainda vou dizer muito mais! Olé!!!
Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009
Segunda-feira, Dezembro 01, 2008
Consciência...
Hoje decidi não me alargar na escrita.
Uma notícia aqui e mais isto:
Hoje também é sem "olés"! É apenas dia de pôr a mão na consciência e encarar a realidade.
Como diz a minha mãe:
- Juizinho!!!
Pronto, ok... E mais não digo! Olé!
Uma notícia aqui e mais isto:
Hoje também é sem "olés"! É apenas dia de pôr a mão na consciência e encarar a realidade.
Como diz a minha mãe:
- Juizinho!!!
Pronto, ok... E mais não digo! Olé!
Quinta-feira, Novembro 13, 2008
Utilidade dos inúteis
Durante o dia de hoje, enquanto me alimentava de modo noticioso, de uma forma um tanto ou quanto exacerbada, achei por bem vomitar algumas dessas notícias e falar delas aqui no " Uma página da minha vida!". Isto vai um pouco de encontro ao sentimento que nutro, não só por Portugal, mas também pelo restante "sistema solar" que gira em torno deste nosso grande país. Até porque uma notícia lida e posteriomente vomitada fica com muito pior aspecto e, verdade seja dita, é isso mesmo que a malta quer! Assim sendo, aqui vai...
O reconhecimento ecuménico da família real britânica nem sempre acontece pel
os piores motivos, dos quais destaco os dois piores: as orelhas do príncipe Carlos e, este último ainda mais grave, um caso pioneiro de cancro desenvolvido pelo mesmo; Camilla Parker (passo a redundância). Não sei se já tiveram a oportunidade de observar bem a Camilla Parker, mas confesso que olhar, nem que seja para uma fotografia desta senhora, até faz arder os olhos. A meu ver esta senhora poderia ter singrado no cinema e para isso bastava substituir o Richard Kiel no papel de vilão em dois dos vários filmes de James Bond; 007, o espião que me amava (1977) e 007 contra o foguete da morte (1979). Para quem não sabe quem é Richard Kiel, devem, provavelmente, lembrar-se do famoso "Dentes-de-Aço que figurou nestas duas aventuras de James Bond.
os piores motivos, dos quais destaco os dois piores: as orelhas do príncipe Carlos e, este último ainda mais grave, um caso pioneiro de cancro desenvolvido pelo mesmo; Camilla Parker (passo a redundância). Não sei se já tiveram a oportunidade de observar bem a Camilla Parker, mas confesso que olhar, nem que seja para uma fotografia desta senhora, até faz arder os olhos. A meu ver esta senhora poderia ter singrado no cinema e para isso bastava substituir o Richard Kiel no papel de vilão em dois dos vários filmes de James Bond; 007, o espião que me amava (1977) e 007 contra o foguete da morte (1979). Para quem não sabe quem é Richard Kiel, devem, provavelmente, lembrar-se do famoso "Dentes-de-Aço que figurou nestas duas aventuras de James Bond.Mas estava a falar do príncipe Carlos... A verdade é que este verdadeiro gentleman completa 60 anos no dia 14 de Novembro e vai fazer história, pois nunca nenhum príncipe de Gales chegou a essa idade sem ser proclamado rei. Resta saber se isso será motivo de orgulho ou uma motivação para planear uma morte acidental para a rainha Isabel II, cuja carcaça com 82 anos continua rija como o aço! E tem mesmo que ser assim. Ter um filho com 60 anos que ainda vive lá em casa... haja paciência.
O próximo tema não tem muito que ver com esta curiosidade da realeza britânica. Ou até pode haver algo idêntico, como por exemplo a inutilidade do príncipe Carlos e os próximos intervenientes dos quais vou falar.
Quando eu era mais novo, costumava dizer aos meus pais que queria ser engenheiro de contrução civil (quero deixar bem claro que não tenho nada contra engenheiros de construção civil) e isso, creio eu, enchia-os de orgulho. Depois idealizava as coisas boas que podia fazer para as pessoas: casas, lares, infantários, escolas, entre muitas coisas mais. Então, um dia, quando estava a falar com a minha mãe e voltei a dizer que queria ser engenheiro de construção civil a minha mãe, cheia de orgulho, vira-se para mim e diz-me:
- Que bom filho. O nosso país precisa de tanta coisa que rapidamente vais subir na carreira e tornar-te independente. Até acredito que na altura que te formares, vai haver uma universidade com o nome Independente.
Os meus olhos arregalaram-se, comecei a tremer e a chorar convulsivamente, perdi o controlo das minhas necessidades fisiológicas e rapidamente me tornei num mini Nostradamus de 6 ou 7 anos de idade. Depois de profetizar a desgraça ainda silenciosa que se iria abater sobre Portugal, olhei para a minha mãe e disse:
- Olha mãe, já não quero ser Primeiro Ministro, digo engenheiro. Deixa-me antes ser traficante de droga, que é uma profissão mais digna!
A verdade é que não sou nem uma coisa nem outra. Mas também não estou nada chateado com isso.
O que realmente me chateia é a barganha que o nosso governo faz ao país. Mais un
s tempos e a palavra "democracia" vem com um significado diferente no dicionário português. Mas ainda há gente com tomates para dizer o que pensa. Estou a falar de Manuel Alegre. Este grande senhor é um conceito perfeito do que deveria ser a democracia. Ainda assim, o chorão (entenda-se José Sócrates) ainda veio a público acusar Manuel alegre de «estar sempre disponível para dar razão a toda a gente, menos ao Governo e ao PS». Isto porque Manuel Alegre criticou a ministra da educação devido à sua teimosia e inflexibilidade, considerando esta uma situação insuportável. Este é um perfeito exemplo de que é preciso fazer barulho para incomodar aqueles que andam a brincar à política, é preciso fazer barulho porque este país é nosso! Dar com uma mão e tirar com a outra não é política! Como costumamos dizer aqui entre amigos:
s tempos e a palavra "democracia" vem com um significado diferente no dicionário português. Mas ainda há gente com tomates para dizer o que pensa. Estou a falar de Manuel Alegre. Este grande senhor é um conceito perfeito do que deveria ser a democracia. Ainda assim, o chorão (entenda-se José Sócrates) ainda veio a público acusar Manuel alegre de «estar sempre disponível para dar razão a toda a gente, menos ao Governo e ao PS». Isto porque Manuel Alegre criticou a ministra da educação devido à sua teimosia e inflexibilidade, considerando esta uma situação insuportável. Este é um perfeito exemplo de que é preciso fazer barulho para incomodar aqueles que andam a brincar à política, é preciso fazer barulho porque este país é nosso! Dar com uma mão e tirar com a outra não é política! Como costumamos dizer aqui entre amigos: E leva contigo a Maria de Lurdes Rodrigues, brinca com ela aos médicos e enfermeiros e façam múltiplos clisteres um ao outro para ficarem bem limpinhos, pois com as ideias de merda que têm parece que a vossa imaginação vem dos intestinos em vez de vir da cabeça.
Et voilá! E mais não digo! Olé!
Domingo, Novembro 09, 2008
F...-se, que é bruta que nem uma porta!
Foram quase três meses sem escrever, mas estou de volta. Não foram férias, não foi preguiça, não foi nada! Simplesmente não escrevi.
Crise económica, as bolsas em queda, o preço dos combustíveis, as ameaças do Irão, a Rússia armada em forte, o Futebol Clube do Porto armado em fraco, a superstição de Quique Flores no Benfica, as birras do Paulo Bento no Sporting... Ah, e mais recentemente, o brinquedo novo do Zézinho e de Hugo Chavez: O Magalhães! A hegemonia portuguesa resumida a um computador portátil. Quero dizer: é a minha opinião. Estamos em crise, mas José Sócrates não se coíbe por isso. E porquê? Que pergunta esta!!! Porque temos o Magalhães, ora essa! Enfim...
Bem, mas a verdade é que o assunto não é este. Provavelmente já repararam no título deste texto. Então a quem estarei a referir-me? Vou dar uma pista: O nome começa por Maria de Lurdes. E acaba em Rodrigues. Isso mesmo, Maria de Lurdes Rodrigues, mais conhecida por Ministra da Educação.
A verdade é que esta senhora parece estar a gostar das peregrinações em sua memória. Ups... não é a sua memória, a senhora ainda está viva. É em sua honra. Isto são desejos reprimidos! Peço desculpa.
Na minha opinião, isto não é uma peregrinação, é um autêntico woodstock.
Maria... 120 mil professores na rua a queixar-se? E depois, impávida e serena, olha só para ela: "Desistir não é uma solução, para isso não tenho disponibilidade". Desculpem, mas tenho que dizer isto... FODA-SE, que é bruta que nem uma porta!
100 mil não foram suficientes em Março. Agora vieram 120 mil. Também não chega?
Continua com a mesma arrogância que a caracteriza. Não cede nem um bocadinho. Será que não percebeu... acabaram-se as formalidades! Se uma aluna pode gritar com uma professora por causa do telemóvel, eu também posso tratá-la por "tu", certo? Então será que ainda não percebeste que estás a tornar a educação no teu feudo? Será que não percebes que esse tal modelo de avaliação não agrada à malta? Não respondas... Não vale a pena. Já sabemos a resposta. Tu até percebes, mas gostas desta ternura toda que os professores demonstram por ti, não é? Será que nunca ouviste dizer que para agradar o povo tens que lhes dar pão e circo? Deixa que te diga que a única coisa que estás a dar com essas palhaçadas todas é o circo. E é tão fraquinho que nem dá para rir.
Olha, há agora um programa que passa num dos canais públicos em que um dos actores diz uma coisa que se aplica bem na tua pessoa: "Vai mas é trabalhar". É isso mesmo, trabalha um bocadinho, mas trabalha bem. Não faças o que tens andado a fazer desde que és ministra da educação, ou seja, nada! Vá mulher... Chega-te à frente! Assim qualquer dia, quando menos deres por isso, ainda apareces por aí numa sarjeta caída.
E pronto... Mais não digo. Olé!
Crise económica, as bolsas em queda, o preço dos combustíveis, as ameaças do Irão, a Rússia armada em forte, o Futebol Clube do Porto armado em fraco, a superstição de Quique Flores no Benfica, as birras do Paulo Bento no Sporting... Ah, e mais recentemente, o brinquedo novo do Zézinho e de Hugo Chavez: O Magalhães! A hegemonia portuguesa resumida a um computador portátil. Quero dizer: é a minha opinião. Estamos em crise, mas José Sócrates não se coíbe por isso. E porquê? Que pergunta esta!!! Porque temos o Magalhães, ora essa! Enfim...
Bem, mas a verdade é que o assunto não é este. Provavelmente já repararam no título deste texto. Então a quem estarei a referir-me? Vou dar uma pista: O nome começa por Maria de Lurdes. E acaba em Rodrigues. Isso mesmo, Maria de Lurdes Rodrigues, mais conhecida por Ministra da Educação.

A verdade é que esta senhora parece estar a gostar das peregrinações em sua memória. Ups... não é a sua memória, a senhora ainda está viva. É em sua honra. Isto são desejos reprimidos! Peço desculpa.
Na minha opinião, isto não é uma peregrinação, é um autêntico woodstock.
Maria... 120 mil professores na rua a queixar-se? E depois, impávida e serena, olha só para ela: "Desistir não é uma solução, para isso não tenho disponibilidade". Desculpem, mas tenho que dizer isto... FODA-SE, que é bruta que nem uma porta!
100 mil não foram suficientes em Março. Agora vieram 120 mil. Também não chega?
Continua com a mesma arrogância que a caracteriza. Não cede nem um bocadinho. Será que não percebeu... acabaram-se as formalidades! Se uma aluna pode gritar com uma professora por causa do telemóvel, eu também posso tratá-la por "tu", certo? Então será que ainda não percebeste que estás a tornar a educação no teu feudo? Será que não percebes que esse tal modelo de avaliação não agrada à malta? Não respondas... Não vale a pena. Já sabemos a resposta. Tu até percebes, mas gostas desta ternura toda que os professores demonstram por ti, não é? Será que nunca ouviste dizer que para agradar o povo tens que lhes dar pão e circo? Deixa que te diga que a única coisa que estás a dar com essas palhaçadas todas é o circo. E é tão fraquinho que nem dá para rir.
Olha, há agora um programa que passa num dos canais públicos em que um dos actores diz uma coisa que se aplica bem na tua pessoa: "Vai mas é trabalhar". É isso mesmo, trabalha um bocadinho, mas trabalha bem. Não faças o que tens andado a fazer desde que és ministra da educação, ou seja, nada! Vá mulher... Chega-te à frente! Assim qualquer dia, quando menos deres por isso, ainda apareces por aí numa sarjeta caída.
E pronto... Mais não digo. Olé!
Segunda-feira, Agosto 04, 2008
Vês? É assim que se faz!
Dirijo-me, uma vez mais, ao nosso querido Primeiro Ministro, com o intuito de lhe dar umas dicas que façam com que o mesmo coloque mais "adubo nos tomates" e continue este movimento de boas acções das quais tem sido protagonista.Meu caro, tenho reparado que ultimamente tem feito alguma coisinha de jeito. A destacar a gratificação monetária de 500 euros para os alunos que obtiverem melhor média de secundário em cada escola, o acesso (gratuito ou por um baixo valor) ao primeiro computador totalmente produzido em Portugal ("Magalhães"), a suspensão temporária da execução de dívidas para famílias com dificuldades financeiras (apesar de ainda estar em estudo) e até fez a vontade ao Presidente da República, Cavaco Silva, ao ordenar que em Setembro seja apresentada uma nova proposta de Estatuto Administrativo e Político dos Açores.
Muito bem Zé, estou a gostar! Assim já começas a ganhar alguns fãs. Se não estivesses em Portugal, dizia que andavas por Itália a receber uns conselhos do José Mourinho. A fintar assim e a marcar dessa maneira estás, como dizemos cá por baixo, "a jogar em monte"!
Mas já diz o ditado; "quem tem cu, tem medo". Confessa lá Zé... A Manuela Ferreira Leite anda a fazer-te comichão! Estás com medo!!! Deixa-me dizer-te uma coisa: se estivesse no teu lugar, eu também teria medo. Ter como adversária uma gaja com mais bigode do que eu... Vai lá vai! É assustador! Mas há que agarrar o touro pelos cornos! Aperta com ela Zé!!!
Bem, na verdade, o que me traz aqui é a tal dica! O que tens feito até agora é de louvar, mas não é nada que um calhau qualquer, no poder, não fizesse. Aliás, nem vou tão longe... Não é nada que o Alberto João Jardim não fizesse! Até porque é mesmo dele que provém a minha dica.
Repara bem nesta excelente ideia Zé: O Governo Regional da Madeira publicou no Jornal Oficial a portaria que estabelece que os preços dos combustíveis na região ficam sujeitos ao regime de preços máximos de venda ao público. Já tinhas pensado nisto? Um preço máximo de venda ao público para os combustíveis? E que tal?Pensa nisto! Não pode ser tão complicado assim. Se o rei do carnaval da Madeira consegue, tu também consegues! Digo mais... Se o José Castelo Branco consegue gravar um CD, não me digas que não consegues estabelecer um preço máximo para a venda de combustível ao público? Vá Zé, faz-te homem!
Dorme um bocado sobre o assunto e já que estás numa de fazer boas acções, não percas o ritmo! Espero que não leves a mal o facto de te estar a tratar por "tu". Afinal de contas somos novos e ainda vamos a tempo de beber uns copos e fumar uns cigarros juntos aí no Palácio de S. Bento. Mas sei bem que isso não vai acontecer... Tu só queres ir para a loucura com o Hugo Chavez!
Assim sendo, ficamos por aqui. E mais não digo! Olé!
Quarta-feira, Julho 09, 2008
"E o burro sou eu?"
A expressão é conhecida de todos nós (pelo menos assim creio), ou não tivesse sido proferida por Luiz Felipe Scolari, o mister, o sargentão, o salvador da pátria portuguesa... Sai Scolari para terras de sua majestade, vem Carlos Queirós das terras da mesma! Dá-se um interesse incomensurável a algo que só será convenientemente interessante aquando do próximo mundial de futebol. Mas não é sobre futebol que venho hoje aqui escrever.
O que me traz hoje aqui é mesmo a expressão que Scolari eternizou, que a meu ver irá constar nos anais da literatura portuguesa. Isso mesmo! Até porque com o novo acordo ortográfico não haverá grande distinção entre a escrita brasileira e a portuguesa. Não se trata da maneira como pronunciamos as palavras. Trata-se sim de marcar a literatura, a cultura e a tradição de um país. Nem é necessário tanto; trata-se de marcar um país e pronto! Há, obviamente, divergência de opiniões e, na minha opinião, todas devem ser respeitadas. No meu caso, sem querer abrir hostilidades que justifiquem a minha opinião para com os apoiantes do acordo, eu sou contra. Mas ainda bem que há pareceres diferentes, caso contrário a inércia tomava conta de nós. Por exemplo, as editoras brasileiras devem dar pulos de alegria... Agora sim, vão conseguir "injectar" em Portugal quantidades massivas da sua literatura. Isto tem o reverso da medalha, pois prefiro, inequivocamente, ler uma boa obra de Jorge Amado, do que ler o inópio livro de Zezé Camarinha "O último macho man português", o que faz com que me contradiga. Mas a minha opinião é fincada. Não apoio o acordo ortográfico. Para mim é um decepção. Ou deveria escrever deceção?
Que chatice... Nem era sobre isto que queria escrever!!! Estava a falar da expressão que Scolari proferiu. Esta expressão vem de encontro à situação actual do nosso país, Portugal. No decorrer da minha habitual consulta diária aos sites de diversos jornais nacionais, li uma notícia que me levou a pensar nessa expressão do sargentão. E cheguei à conclusão que ele tem razão. O burro não é ele. Sou eu! Ou nós, os portugueses (sem querer ofender ninguém).
Passemos à notícia propriamente dita. Creio ser de conhecimento geral que a TAP criou um plano de emergência para fazer frente ao aumento disparatado dos combustíveis. Uma das medidas passa por reduzir a frequência de certos voos com destinos internacionais. Em vez de serem feitos diariamente, passarão, no final do Verão, a ser feitos apenas algumas vezes por semana. Até aqui tudo bem. É uma medida lógica e sensata. Mas eis que entra em cena Fernando Pinto! Este senhor brasileiro, presidente da TAP, aufere anualmente da módica quantia de 1,2milhões de euros. Até aqui nada de anormal, ou não estivéssemos nós habituados a tão avultados valores. Não é que ganhemos bem, mas o depauperamento imposto pelo nosso governo não nos deixa grande hipóteses económicas, a não ser aquilo que ouvimos: uns milhões de euros para a construção do TGV, outros tantos milhões para o túnel do marquês, mais uns milhões para isto e uns milhões para aquilo... E assim vamo-nos alimentando dos míseros ordenados que nos são pagos, enquanto os capitalistas enchem os bolsos com estes jogos de black jack, qual Casino Estoril despreocupado com a inerte "Operação Furacão".
Mas como ia dizendo,nada de anormal com o rendimento anual de Fernando Pinto, excepto o desmesurado aumento que esse ordenado sofreu. É que o ordenado deste senhor quadriplicou em 5 anos, passando de 190 mil euros anuais, para os tais 1,2 milhões de euros (valor que inclui qualquer coisa como 420 mil euros de prémio por ter atingido os objectivos de gestão definidos pelo Governo para 2007.) Para ver a notícia clique aqui.
Ora bem... Eu, ganho um ordenado nada abastado; miserável, melhor dizendo. Tento conciliar o trabalho com a universidade (que provavelmente me dará um óptimo emprego como elemento estatístico no índice de desemprego em Portugal), o que faz com que muitas vezes pareça um morto-vivo devido às poucas horas de sono de que disponho. Participei na construção do terminal para voos domésticos do aeroporto de Lisboa, também conhecido como Terminal 2, onde tive dias em que trabalhei 13 ou 14 horas. Além dos inúmeros colaboradores, funcionários ou trabalhadores que lá estavam, ainda tínhamos que levar com as visitas de VIP's que por lá apareciam, assim como ordens de engenheiros e outros tipos de chefia que por lá andava. E no fim recebemos uma remuneração de merda para que aqueles que nem sequer suaram possam ter a sua gratificação no final do mês. E falar em gratificação é quase que uma benesse em comparação à quantia que realmente auferem mensalmente.
Quero deixar claro que não sou xenófobo. Nada disso! Felizmente tenho uns pais que sempre me incutiram e deram uma boa educação e valores que hoje em dia considero como adquiridos. Mas a verdade é que ao ouvir Luiz Felipe Scolari a fazer a pergunta retórica "E o burro sou eu?" chego a uma conclusão. O burro não é o brasileiro Luiz Felipe Scolari nem o brasileiro Fernando Pinto. Os burros somos nós que trabalhamos que nem uns cães, sem reclamar, para encher o cu a esses pedantes capitalistas - portugueses ou não - presidentes, ministros, administradores e sabe-se lá mais quem!
A obra "A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera encaixa bem neste clima petulante que existe entre as altas figuras da nossa sociedade, pois além do "romance" entre tais personagens, a tensão política em Portugal (que no caso do livro refere Praga), vai-se fazendo sentir. E depois ainda há quem escreva sobre "O menino de ouro do PS". Até o "Homem de Lata" do Feiticeiro de Oz fazia melhor figura! Menino de ouro... Melhores dias virão!
E mais não digo... Olé!!!
Sábado, Maio 31, 2008
Os três mosqueteiros



Já lá vão os tempos em que os mosqueteiros existiam para servir o rei. Hoje em dia o mosqueteiro é o rei. Assim como também o são mais alguns «cavaleiros» que juraram servir sua majestade enquanto o seu reinado durar.
Ora desenganem-se aqueles que pensam que os papéis se inverteram… Lá por ser mosqueteiro, o rei não passou a servir o povo. Não! Nada disso! Antes pelo contrário, o rei está cá para fo--- o povo.
Passemos então às apresentações (imaginemos uma música de fundo do tipo «Eye of the tiger» dos «Survivor»):
- Em primeiro lugar, natural de Vilar da Maçada, Alijó, nascido a 6 de Setembro de 1957, secretário-geral do Partido Socialista, pseudo-licenciado em Engenharia Civil pela Universidade Independente e actual primeiro-ministro de Portugal, José D’Artagnan Sócrates!!! O segundo mosqueteiro, aos saltinhos atrás de José Sócrates, natural, provavelmente, de Marte, nascido a 28 de Outubro de 1954, licenciado em Economia e actual ministro da Economia, Manuel Aramis Pinho!!! Por último, mas não menos importante, natural de Lisboa, nascido a 12 de Outubro de 1943, licenciado em economia, actual governador do Banco de Portugal e também sósia quase perfeita do corcunda de Notre Dame, Vítor Porthos Constâncio!!! Eis os Três Mosqueteiros.
Passo então a explicar o porquê deste título atribuído a tão importantes figuras.
Inevitavelmente, para não parecer indiferente ao assunto, tenho que falar sobre o aumento dos combustíveis. Muito se ouve falar de boicotes às gasolineiras, muito se ouve falar da quantidade de portugueses que se dirigem ao outro lado da fronteira para atestar o depósito, muito se ouve falar do aumento da pobreza e de uma hipotética redução da classe média. Há que pensar positivo. Podíamos ser invadidos por extra terrestres a tentar acabar com a nossa economia. Ah, mas se calhar já fomos invadidos (O Manuel Pinho, esse malandro!).
O que acontece é que estes três senhores estão em plena concordância no que toca ao aumento dos combustíveis. E não é que os sacanas acham bem?
José Sócrates diz que «Este não é o momento para ceder nem à demagogia nem à facilidade. Um governo responsável não o pode fazer, deve sim ajudar quem mais precisa e foi o que fizemos». Desculpe a falta de atenção senhor primeiro-ministro, vossa majestade. Isso foi quando? Ah, já sei. Foi no mesmo dia em que prometeu deixar de fumar! Por favor aceite as minhas mais sinceras e humildes desculpas. Ajoelho-me perante vós para receber o meu merecido castigo. Já agora, tem por aí um cigarrinho?
Manuel Pinho esteve num debate em Bruxelas e afirma que «Não estão previstas nenhumas medidas fiscais» e diz ainda de modo desprezível que «O que me limitei a fazer é a lançar este debate a nível europeu porque acho que é o local correcto para olharmos para esta questão». Claro senhor ministro. Eu também acho que o sítio ideal para me bronzear é na praia e a maior parte das vezes não é lá que apanho sol!
O Corcunda de Notre Dame… ups! Desculpem! Estou-me sempre a enganar. Ai ai Daniel… essa cabeça! Dizia eu, Vítor Constâncio diz que o aumento dos preços dos combustíveis «É como uma espécie de imposto, que é cobrado do exterior sobre todos nós, sobre a economia portuguesa, e ao qual não podemos fugir no imediato. A economia no seu todo não pode fugir» e considerou ainda que «não é benéfico haver uma subida dos custos, preços e dos salários». Não, não é benéfico. Basta aumentar os custos e os preços. De resto, a malta safa-se com uns créditos e uns assaltos a caixas multibanco.
Assim sendo só há uma explicação lógica para isto; Portugal está à beira do abismo e estes senhores estão, literalmente, a cagar-se para o país! Quem sabe se ganhassem o salário mínimo mudariam de ideias! Deixo a proposta no ar…
Não faço apelos a estas personalidades, até porque a meu ver são persona non grata. Mas uma coisa é certa: alguma coisa tem que ser feita, caso contrário continuaremos a ser gozados por estes senhores e a sua política de recessão!
Haja saúde! Isso é que é preciso! Espera lá… Mas esse sector também está um bocado mal, não está? Não interessa. Desde que haja futebol o povo está contente. Então viva à Selecção Nacional! E mais não digo… Olé!!!
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